Corpo Alma e Espirito

Destruindo o Futuro

Jim Elliff

Pr. Jim Elliff é o fundador e presidente da organização Christian Comunicators Worldwide (CCW). Obteve seu mestrado pelo Southwestern Baptist Theological Seminary. É membro da diretoria da FIRE (Fellowship of Independent Reformed Evangelicals) e é fundador do ministério Christ Fellowship, uma igreja constituída de congregações nos lares; é autor de vários livros, alguns deles publicados em português pela Editora Fiel. Jim é casado com Pam e o casal tem três filhos.


Assim como muitos estudantes do ensino médio ou da universidade, eu tinha sonhos de encontrar, dentre uma grande variedade de estudantes, a pessoa certa com quem dividiria a minha vida. Em meus sonhos, os padrões eram bastante razoáveis: inteligente, esperta, bonita, personalidade atraente, capaz de pensar que eu era grande e um estimulante andar com Deus.

Para muitos de meus amigos, o sonho se tornou um pesadelo. O sexo antes do casamento os levou a um vôo de helicóptero que eventualmente os esmagou no asfalto duro, diminuindo seriamente as chances de eles terem um casamento puro e agradável (não mencionando “duradouro”).

O que acontece depois do sexo? As atitudes anteriores dizimam um bom futuro?
Infelizmente, em muitos casos, a resposta é “sim”. Nossas atitudes realmente têm conseqüências. Os explosivos colocados em uma vida hoje podem ser detonados nos tempos mais inoportunos. Assim como as minas terrestres letais, tais explosivos geralmente deixam como resultado muito pouco daquilo que prometia ser tão bom e correto. O sexo antes do casamento, por exemplo, tem uma longa história de produzir desconfiança em casamentos e de causar divórcios.

O sexo antes do casamento sempre se realiza sem o reconhecimento de que a experiência freqüentemente leva ao hábito. A pessoa que pratica o sexo antes do casamento é uma presa fácil para a prática de outros pecados. Embora fiquemos admirados quando ouvimos que alguém teve um caso de adultério, é provável que ele ou ela mantinha um hábito sexual, em sua mente ou em seu corpo, durante algum tempo antes. Um estilo de vida secreto caracterizado por desobediência sempre resulta de provar o gole inicial das águas roubadas do sexo — uma experiência ou um pensamento produz outro, e mais outro, entorpecendo a consciência e enfraquecendo a determinação.

O maior problema da promiscuidade está no fato de que ela acaba em ruína eterna. O apóstolo Paulo disse, em 1 Coríntios 6.9-10, que os ímpios não herdarão o reino de Deus — “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”.

Você pode iludir os outros, mas não a Deus; portanto, não engane a si mesmo. O pecado leva a julgamento. É verdade que cada pessoa tem pecado e merece o inferno. Nestes versículos, porém, o apóstolo Paulo estava apresentando argumentos para que fossem evitadas as principais tentações enfrentadas pelos crentes de Corinto, uma sociedade que tinha uma cultura muito semelhante à nossa.

Entretanto, Deus pode transformar uma vida de promiscuidade sexual. Depois de catalogar vários tipos de pessoas que não entrarão no céu, Paulo continuou:
“Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11).

Existe muita esperança nestas palavras. Depois de haver sido apanhado na teia da lascívia, a sua porção tem de ser um estilo de vida perpetuamente pecaminoso? Não. Por meio de Cristo, você pode ser libertado; e esta não é uma declaração absurda. Embora nunca possa haver perfeição neste lado do céu, existe uma profunda reversão. Um verdadeiro cristão será capaz de dizer: “Essa era a minha condição, porém agora por causa de Cristo, não é mais”.

Deus lava, santifica e justifica — exatamente o que você precisa para escapar do domínio ditatorial de seus desejos pecaminosos e ter a certeza de herdar o céu.
Assim, quando Deus o lava, Ele perdoa os seus pecados, removendo a sua culpa, ou seja, por meio da morte de Cristo, Deus apaga completamente a culpa e lhe dá um coração puro. A culpa não é apenas um sentimento; ela é uma realidade. É bom que o sentimento de culpa seja removido, mas o problema é a culpa propriamente dita.

Deus o santifica, ou seja, Ele o separa para Si mesmo, como algo exclusivamente dEle. E, depois de separá-lo para o uso dEle mesmo, Deus pode torná-lo semelhante a Ele mesmo, por intermédio do Espírito Santo, que Ele colocou em seu espírito. Esta é a maneira como Deus estampa o nome dEle em sua fronte, para designar que você é filho dEle para sempre.

E Deus justifica todos aqueles que vêm a Ele. A justificação significa que você, embora seja uma criatura pecaminosa, é declarado justo aos olhos de Deus, não por causa do que você tem feito ou não, mas tão-somente por causa daquilo que Cristo fez. A morte de Cristo em seu favor é aceita por Deus em lugar da sua morte. Você é justificado pela fé na obra de Cristo e não em suas próprias obras.

Eu estaria errando se lhe dissesse que a atividade sexual fora do casamento não lhe causará problemas sérios. Ainda que tal atividade pareça bastante provocadora por um momento, o deixar de seguir os preceitos de Deus referentes ao sexo é a fórmula para a calamidade. Mas o vir a Cristo, pela fé, muda as coisas. Quando Deus purifica, santifica e justifica, você não é mais a mesma pessoa; e recebe a garantia de um futuro no céu.

Quando alguém sai do hospital, após uma cirurgia, a melhora em seu vigor físico torna-se visível a todos. Parece um novo homem. Mas as cicatrizes ainda estão presentes. Essas cicatrizes fazem-no recordar com o que seu corpo parecia.
Cicatrizes sexuais podem continuar trazendo recordações, mas os seus erros anteriores não o podem destruir, se você veio a Cristo. À semelhança de uma lagarta que deixa o seu casulo, você pode deixar para trás essa recordação, para sempre.


Copyright: © CCW / Editora FIEL 2009.

Carta de um Pastor da Escócia

Tonny Hutter


Em maio de 1999, a cidade de Perth foi a sede do .maior evento cristão na Escócia desde a visita do papa em 1982.. Este dois acontecimentos não tiveram qualquer ligação entre si. Este grande evento cristão foi o .Festival 99., com Franklin Graham, o filho do evangelista Billy Graham. Palavras tais como .campanha . ou .cruzada evangelística. parecem ter sido substituídas por .Festival., uma palavra mais suave e brilhante. Muitas igrejas se envolveram; e, juntamente com isso, houve o apoio do bispo católico romano, o que deixou todos sentirem- se bem no evento.

Bastante entretenimento

Lendo os informativos sobre o .Festival. (e houve muitos sobre este acontecimento), percebi que a ênfase recaiu sobre o promover alegria e entretenimento. Antes que Franklin Graham chegasse, uma série de eventos se realizaram: um desfile de modas, um show apresentando dois comediantes, uma reunião em que Anne Graham Lotz, a irmã de Franklin, pregou aos ouvintes (e alguém assegurou-me: .Ela é uma entusiasta pregadora e ensinadora da Bíblia, melhor do que seu próprio irmão, Franklin.). Houve também um encontro para crianças, oferecendo "palhaços, malabarismo, músicas, presentes e MUITA DIVERSÃO!"

Interessante, não?! Mas todas estas coisas foram apenas o prelúdio. Espere até a chegada de Franklin!
Prometeram muito mais. Haverá um cantor irlandês e a banda Praise, "bem conhecida por sua nova, vibrante e popular maneira de louvar; esta banda é formada por um grupo de cantores e compositores talentosos, todos eles com uma longa história de sucesso individual". Outro grupo que se apresentará já ganhou o troféu Grammy e possui um "contagiante estilo de rock popular".
Um "cowboy" da Califórnia também se apresentaria. Ele foi o vencedor do concurso .Battle of the Bands., de 1964, sendo conhecido por sua maneira rápida e brilhante de dedilhar seu violão; já apareceu em diversos programas de televisão dos Estados Unidos, compôs músicas para o cinema e a televisão. Ele é um grande mestre de entretenimento. Depois, um ator americano que já se apresentou na Broadway fará uma .divertida demonstração. de seus "formidáveis talentos", ao dramatizar partes da Palavra de Deus.
Em seguida, será a vez de um coral de crianças da África que recebeu a indicação para o Grammy em 1993; e, logo depois, um outro americano proficiente tocador de violão, banjo, rabeca e bandolim, entre as suas honras estão três discos de ouro, quatro álbuns de platina, cinco troféus Grammy e doze músicas número 1.

Tudo isto em apenas quatro noites! Uau! Este é, sem dúvida, um evangelismo de alta voltagem! E qual foi o seu custo? Um pouco mais do que 250.000 libras (equivalente a R$ 750.000,00). Em todos os dispendiosos anúncios nos ônibus e lugares públicos, não vi um versículo sequer da Bíblia.

Pequeno rebanho

Considerando tudo isso, pensei em mim mesmo e em nossa pequena igreja, formada por apenas dezesseis membros. O que eu deveria fazer? Oferecer aos domingos uma divertida demonstração de meus formidáveis talentos? Isto não parecia correto? Não sou capaz de dedilhar violão com grande e admirável rapidez, nem banjo, rabeca e bandolim. De fato, quando olho para os membros de nossa igreja, reconheço que nenhum de nós foi treinado para atuar como palhaços ou comediantes. Provavelmente somos mais indicados a receber o troféu Granny (.vovó.) do que o Grammy. E a única Broadway (caminho largo) em que nos apresentamos foi aquela que nos conduzia a destruição (e, pela graça de Deus, abandonamos aquele caminho).

O Deus vivo, que é um fogo consumidor, pode ser adorado de modo aceitável através de qualquer .vibrante e popular maneira de louvar.?

Um .contagiante estilo de rock popular . pode ser bem aceito por muitos, mas desejamos que nossa igreja seja contagiada por esse tipo de música? Pretenderíamos que nosso púlpito fosse ocupado por um .grande mestre de entretenimento.? E esta ênfase sobre troféus e realizações é compatível com a reprovação de Cristo aos seus discípulos, quando estes discutiam sobre qual deles era o maior? Alguns de nós achamos que, ao invés de ser atrativa, essa atitude de promover as habilidades de .grandes astros. causa repugnância.

Mensagem séria

Enquanto estas coisas estavam acontecendo, eu pregava sobre o livro de Jonas. Que admirável contraste entre o ministério de Jonas ao povo de Nínive e o sensacionalismo do festival de Perth.

Ele entrou em Nínive com uma mensagem ameaçadora e séria, pregando-a com simplicidade. Não deveria ele ter se preparado melhor para este ministério, levando consigo outras pessoas, a fim de tornar sua mensagem mais agradável? Não poderia Jonas ter encontrado alguns comediantes e palhaços? Poderia ter levado alguns presentes e brindes para as crianças, e vários cantores e músicos para entreter as pessoas.

No entanto, ele foi sozinho. Não havia qualquer esperança de ser bem-sucedido em Nínive. Mas o fato estranho é este: os ninivitas creram na mensagem de Jonas! Toda a cidade, do trono do rei ao povo em geral, arrependeu-se e converteu-se ao Senhor. A única explicação para isso é que o soberano Deus, por sua graça, agiu. Aquilo que comediantes, palhaços e o próprio Jonas não foram capazes de fazer, Deus o fez!

Padrão bíblico

No passado, o evangelismo era um assunto sério e solene. Isto torna se evidente no Novo Testamento, bem como na história de homens piedosos que Deus usou no passado.

Neste século, as coisas mudaram dramaticamente. À medida que nos aproximamos do final do milênio, percebemos quão distante estamos do padrão bíblico.

O perigo é que alguns de nós, que nos preocupamos com as mudanças, talvez pareçamos negativos, ficando acomodados enquanto os outros fazem a obra.

Isto me recorda a conversa entre D. L. Moody e alguém que o criticava. .Não gosto da maneira como o senhor prega o evangelho., disse o crítico. Moody respondeu: .Bem, como você o faz?.. .Ora, eu não o prego. foi a resposta do crítico. .Então., continuou o evangelista, .gosto mais da maneira como eu prego o evangelho do que da maneira como você não o prega..

Admitimos esse perigo. Precisamos tornar conhecido o evangelho e convidar os pecadores a virem ao Salvador. Porém, temos de fazê-lo de maneira bíblica.

A Maior Perda


J. C Ryle

Ryle serviu por quase 40 anos como ministro do Evangelho. Foi um escritor prolífico, um pregador vigoroso e um pastor fiel. Muitas de suas obras têm sido reeditadas e servido como fonte de instrução e consolo para o povo de Deus. A Editora Fiel publicou algumas de suas obras em português: o clássico “Santidade”; “Uma palavra aos moços”; “Fé genuína” e os quatro volumes de meditações nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.


“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro


e perder a sua alma?” (Marcos 8.36)


Estas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo deveriam ressoar em nossos ouvidos como o retinir de uma trombeta. Elas se referem aos nossos melhores e mais elevados interesses. Dizem respeito à nossa alma.
Que pergunta solene está contida nestas palavras da Escritura! Que imensa soma de beneficio e de perda elas propõem ao nosso cálculo! Onde está aquele que é capaz de avaliá-la? Onde está o matemático que não ficaria perplexo com essa soma? “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Desejo oferecer algumas observações para ressaltar e ilustrar a pergunta que o Senhor Jesus nos faz nesta passagem. Rogo a atenção séria de todos os que lêem este artigo... Oh! que todos os que assim o fizerem sintam mais profundamente do que nunca o valor de uma alma imortal. Descobrir o valor de nossa alma é o primeiro passo em direção ao céu.
Minha primeira observação é esta: todos nós temos uma alma imortal. Não me envergonho de começar... com estas palavras. Ouso dizer que elas parecem estranhas e tolas para alguns leitores. Ouso dizer que alguns exclamarão: “Quem não sabe de coisas como essas? Quem jamais pensou em duvidar que temos alma?” Mas não posso esquecer que o mundo está agora fixando sua atenção nas coisas materiais em uma proporção sobremodo extravagante. Vivemos numa era de progresso... Vivemos numa época em que as multidões estão cada vez mais absorvidas nas coisas terrenas... Vivemos num tempo em que há um falso esplendor nas coisas temporais e grande obscuridade nas coisas eternas... Em uma época como esta, como ministros de Cristo, temos o sagrado dever de retornar aos princípios elementares. Ai de nós, se não incutirmos nos homens esta pergunta de nosso Senhor a respeito da alma! Ai de nós, se não clamarmos: “O mundo não é tudo. A vida que agora temos na carne não é a única vida. Há uma vida por vir. Temos uma alma”.
Fixemos em nossa mente o grande fato de que todos levamos em nosso íntimo algo que não morrerá. O nosso corpo, que demanda tanto de nosso tempo e pensamentos, para aquecê-lo, vesti-lo, alimentá-lo e torná-lo satisfeito – este corpo não é todo o homem. É apenas a habitação temporária de um morador nobre, e esse morador é a alma imortal!
A morte que todos temos de sofrer um dia não é o fim do homem. Tudo não se acaba quando uma pessoa dá o último suspiro e o médico lhe faz a última visita; quando o caixão é fechado, e fazem-se os preparativos do funeral; quando se pronuncia, sobre o caixão, a frase “e o pó volte ao pó”; quando nosso lugar no mundo é ocupado, e a nossa ausência da sociedade não é mais percebida. Não, tudo não acaba naquele momento! O espírito do homem continua vivendo. Todos possuem uma alma imortal...
E se não podemos ver nossa alma? Não existem milhões de coisas que nos são invisíveis a olho nu? Que não comprovou isso por olhar através do telescópio ou do microscópio? Se não podemos ver nossa alma, podemos senti-la.
Quando estamos sozinhos no leito de enfermidade e isolados do mundo; quando consideramos o leito de morte de um amigo; quando vemos aqueles que amamos serem entregues ao sepulcro – em ocasiões como essas, quem não sabe os sentimentos que nos vêm à mente? Quem não sabe que em horas como essas surge, em nosso coração, algo dizendo-nos que há uma vida por vir e que todos, desde o mais vil ao mais nobre, têm alma imortal?...
Posso imaginar que, às vezes, vocês são tentados a pensar que este mundo é tudo e que o corpo é tudo que devemos cuidar. Resistam a essa tentação e descartem-na. Digam para si mesmos, cada manhã, quando levantam, e cada noite, quando se deitam para dormir: “A aparência deste mundo passa. A vida que tenho agora não é tudo. Existe algo mais importante do que negócios, dinheiro, prazer e comércio. Há uma vida por vir. Todos nós temos alma imortal”.
Esta é a minha segunda observação: uma pessoa pode perder a sua alma. Essa é a parte desagradável de meu assunto. Contudo, é a parte que não ouso, nem posso, ignorar. Não tenho simpatia por aqueles que profetizam apenas paz e ocultam dos homens o terrível fato de que eles podem perder sua alma. Sou um daqueles antigos ministros que crêem em toda Bíblia e em tudo que ela diz. Não posso achar na Escritura qualquer fundamento para a teologia eloqüente que agrada muitos em nossos dias, de acordo com a qual todos chegarão ao céu, no final.
Creio que existem verdadeiramente tanto o Diabo como o inferno. Creio também que a caridade não pode impedir os homens de perderem sua alma... Se você visse um cego caminhando em direção a um precipício, você não gritaria: “Pare”? Lancemos fora as idéias erradas a respeito de caridade... A maior caridade é apresentar a verdade às pessoas. A verdadeira caridade consiste em adverti-las com bastante clareza, quando estão em perigo. Caridade é incutir nelas a verdade de que podem perder a sua alma para sempre no inferno...
Fracos como somos em tudo que é bom, temos um grande poder de causar dano a nós mesmos. Você não pode salvar a sua própria alma... lembre-se disso! Não pode estabelecer sua paz com Deus. Não pode remover um único pecado. Não pode apagar nenhuma das graves ofensas registradas no livro de Deus contra você. Não pode mudar seu próprio coração. Mas há uma coisa que você pode fazer: pode perder sua própria alma...
Quem é responsável pela perda de nossa alma? Ninguém, exceto nós mesmos. Nosso sangue cairá sobre nossa própria cabeça. A culpa estará em nós mesmos. Não teremos ao que apelar no Último Dia, quando estivermos diante do grande Trono Branco e os livros forem abertos. Quando o Rei vier para ver seus convidados e disser: “Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?” (Mt 22.12), ficaremos sem resposta. Nada justificará a perda de nossa alma.
Aonde vai a alma quando se perde? Há apenas uma resposta solene para essa pergunta. Há somente um lugar para onde ela pode ir – o inferno. Não existe algo como a aniquilação. A alma perdida vai àquele lugar onde o verme não morre e o fogo jamais se apaga – onde há escuridão e trevas, miséria e desespero para sempre. Ela vai para o inferno – o único lugar que lhe é adequado, visto que ela não está preparada para o céu. “Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9.17).
Vivemos em época de grandes tentações. O Diabo está agindo, bastante ocupado. A noite vai alta. O tempo é curto. Não perca a sua própria alma.

Traduzido por: Pr. Wellington Ferreira
Copyright© Editora FIEL 2010
Extraído do capítulo “Nossa Alma”, no livro Old Paths, reimpresso por Banner of Truth Trust (www.banneroftruth.org).
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. 

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