terça-feira, 5 de janeiro de 2016

"" A MORTE DO PÚLPITO... ""

"" A MORTE DO PÚLPITO... ""


A igreja evangélica brasileira vive uma tragédia: a morte do púlpito. Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação Cristocêntrica, preparada com esmero e preocupada com a correta interpretação das Escrituras. 
O púlpito tem sido substituído pelo altar dos “levitas” ou para os ”sacrifícios” em dinheiro dos mercenários mercantilistas, ou “palanque” para políticos descompromissados com a Palavra de DEUS. . 
A “pregação” da Palavra é, hoje, conceituada como qualquer um que sobe na plataforma e começa a falar ou gritar.
Talvez você, lendo esse texto, pense: - 
“Na minha igreja a pregação é sempre um espaço grande e recebemos visitas de diversos pregadores”. Esse artigo quer alertar que não basta um tempo grande para a pregação e nem que a plataforma esteja cheia de homens engravatados; antes é necessária a avaliação da qualidade dessa pregação. A pregação precisa ser avaliada, assim como fazia os cristãos bereanos, que por sua nobreza, comparavam as homilias de Paulo com as Sagradas Escrituras.


Quais são as causas da “morte do púlpito” no evangelicalismo moderno?

A) Espiritualidade em baixa é igual à pregação sem qualidade.

A pobreza das pregações é evidente nesses últimos dias, pois isso é consequência direta da pobreza na vida cristã, pois como dizia Arthur Skevington Wood: “Leva-se uma vida inteira para preparar um sermão, porque é necessária uma vida inteira
para preparar um homem de Deus”. 
Enquanto a espiritualidade da Igreja estiver em baixa, a pregação, por mais espiritual que ela pareça ser, não passará de palavras jogada ao vento. Não basta uma pregação erudita, mas a erudição deve ser acompanhada de contrição, humildade e oração, pois bem escreveu E. M. Bounds: “Dedique-se ao estudo da santidade de vida universal. Sua utilidade depende disso. Seus sermões duram não mais do que uma ou duas horas; sua vida prega a semana inteira.”
Hoje existem muitas igrejas que oram “bastante”, são campanhas atrás de campanhas, mas essas orações não passam de busca “dos próprios deleites” ou de “determinações” de bênçãos. Ora, a oração sem a busca da face de Deus é uma característica do evangelicalismo contemporâneo. Uma igreja que ora errado, logo terá pregadores pobres.


B) A falta de preparo para pregar.

Erudição, esmero e homilética não são inimigos da espiritualidade. Um mito vigente na igreja brasileira é que quem se prepara muito para pregar, terá uma pregação “não ungida”. Isso é mera desculpa de pregador preguiçoso. 
Você, leitor, já deve ter visto alguém dizer: - 
“Quando cheguei aqui não sabia o que ia pregar, mas assim que subi nesse altar o Espírito Santo me revelou outra Palavra” ou “Eu não preparo pregação, o Espírito de Deus me revela”… São frases irresponsáveis e brincam com o Espírito Santo, atribuindo a Ele sua preguiça de passar várias horas em estudo e oração para pregar a Palavra.
Hoje, pregar com esboço em papel é quase um pecado em muitas igrejas; alguns olham com “cara feia” para os que levam algo escrito em sua homilia. Será que não sabem que um dos sermões mais impactantes da história, foi literalmente lido pelo pregador. 
Esse sermão era “Pecadores na mão de um Deus irado”, que Jonathan Edwards pregou em 08 de Julho de 1741 na capela de Enfield. O biógrafo de Edwards, J. Wilbur Chapman , relatou: Edwards segurava o manuscrito tão perto dos olhos, que os ouvintes não podiam ver-lhe o rosto. Porém, com a continuação da leitura, o grande auditório ficou abalado. Um homem correu para a frente, clamando: Sr. Edwards, tenha compaixão! Outros se agarraram aos bancos, pensando que iam cair no Inferno. Vi as colunas que eles abraçaram para se firmarem, pensando que o Juízo Final havia chegado.


C) Ter uma visão pragmática sobre a pregação.

Para muitos, uma pregação só é válida se houver resultados. As pessoas não querem saber se o conteúdo da pregação é bíblica ou herético, mas preferem esperar pelos resultados propagados pelo pregador. A primeira motivação dos pragmáticos é buscar a praticidade, portanto o pragmatismo é casado com o imediatismo, onde tudo tem quer ser aqui e agora.
O conceito de pregação “ungida” é bem pragmática, pois para boa parte da comunidade evangélica, a boa pregação tem que envolver o emocional, nesse contexto nasce frases do tipo “crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”. Se não houver choro, gritos, pulos, cai-cai ou outras manifestações “espirituais”, a pregação perde o seu valor para aos “cristãos atuais”.
Pregadores pragmáticos gostam de ver seus ouvintes interagindo exageradamente no culto. É constante dos pregadores mandarem as pessoas glorificarem e até falar em línguas. Nesses cultos a justificativa para essas ordens é que “quando a glória da Igreja sobe, a glória do céu desce”. Não há respaldo bíblico para esse tipo de pensamento que é passado como algo bíblico. A emoção e as experiências fazem parte da vida cristã, mas não devem normatizar a liturgia ou direcionar os crentes, pois os verdadeiros cristãos tem a Palavra de Deus, e somente Ela, como regra de fé e prática.


D) Pastor-professor X Pregador-ator.

Eis o dilema existente no evangelicalismo moderno. O pastor-mestre foi substituído pelo pregador-carismático-ator. O mestre que orientava a sua congregação nas Sagradas Letras, sendo um homem de estudos e contemplativo, era característico de piedosos servos de Deus, como Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, D. L. Moody etc.
O púlpito tem sido morto pelo estrelismo de pastores-atores, que confundem a plataforma da igreja com um palco para entretenimento, são pessoas que pregam o que a congregação quer ouvir e fazem de seus carismas uma imposição de sua pessoa. Quem estuda a história da igreja, verá que os piedosos servos de Deus, da Reforma a Grande Despertamento do século 18, eram homens de grande interesse pela pregação expositiva, onde o texto fala por si só. A partir do século 19, os sermões são cada vez mais temáticos e os pregadores mais articulados no estrelismo.
O Movimento Pentecostal peca, e gravemente, em não valorizar os sermões bem preparados e articulados, ungidos pelo Espírito Santo, para edificação da congregação. Em uma piedade aparente, muito exaltam a ignorância como virtude, justificando os sermões artificiais, sem profundidade e recheados de chicles, modismos e até heresias.

Autor: Gutierres Siqueira.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CABRITO, BODE OU OVELHA?


Assim como já foi exposto anteriormente, inclusive por mim mesmo centenas de vezes, até porque isso faz parte do meu testemunho de vida. Um dia como muitos já sabem precisei de ajuda para sair dos vícios mais terríveis que alguém poderia ter. Então hoje já não faz a menor diferença ser atacado por satanás e suas artimanhas para nos distrair com coisas pequenas e insignificantes. O fato é que realmente somos assim, falhos, pequenos, e se houver alguma consciência em nós vamos ter que reconhecer que realmente falta muita transformação em nós. Tanto por dentro como por fora.
Então hoje como servo e por isso menor de todos, porque é o que somos se queremos servir, para ser servo do servo precisamos diminuir cada dia. Interessante quando usamos frases e pensamentos de terceiros para expressar nossas perdas insubstituíveis, nossos fracassos e a amargura da solidão que envenena a nossa alma declinada para o pecado e a maldade dentro dos corações.
Jesus por exemplo não veio a este mundo discutir ideias, muito menos eventos e tão pouco qualquer outra coisa que não fosse única e exclusivamente as pessoas que é o que lhe interessa.
Alias falando de pessoas, porque para Jesus não interessava outra coisa se não pessoas, muito menos se elas eram economistas, administradores, funcionários públicos, médicos ou pescadores, ele queria e quer pessoas, nada além de pessoas. Deve ser por isso que se referia a si mesmo como pastor de ovelhas e não de cabras e nem de bodes. Exatamente por isso me coloco na posição mais inferior possível porque são sempre os gigantes, fortes e donos da verdade que promovem os anãos, sardentos e esquecidos. Jesus então nos ensinou algumas coisas a respeito de como discutir sobre as pessoas e mais nada, além disso.

Por exemplo, caro leitor, ele nos compara as ovelhas.
"Jesus disse-lhes esta parábola; mas eles não entenderam o que era que lhes dizia. - As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem." (João 10:6) 


Então o texto já diz que nem mesmo quando o próprio Jesus falava, as pessoas conseguiam entender, logo penso que eu já mais serei melhor quando tentar transmitir a verdade sobre a palavra e conseguirei transpor as influências demoníacas que cegam as pessoas. Ainda falando de Jesus com relação a discutir sobre pessoas, ele nos ensina que sua compaixão, amor e misericórdia tem um limite. É o limite que permeia a ação transformadora dele em qualquer ser humano. Quando percebia má vontade e indisposição a se render ele próprio virava as costas. Vemos aqui o exemplo do jovem rico que preferiu deixar a oportunidade passar pelas influencias sobre sua vida. Jesus olhou para ele e o amou.

"Falta uma coisa para você", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me." Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Marcos (10)
Enfim, eu concluo dizendo que o ideal não seria julgar pessoas, ou entidades que são formadas de pessoas, porque não seria razoável uma vez que quem conhece o coração é só um. O ideal seria que realmente cada um se preocupasse apenas com si mesmo no quesito espiritual da sua alma para a salvação. Eu tenho convicções do que é bom para mim baseados nos meus resultados que aliás vale ressaltar que a bíblia apenas sugere avaliar os resultados que são denominados na bíblia também por frutos. Uma coisa é certa, Deus levanta pessoas para cuidar, amar e dar sua própria vida, mas porém, entretanto toda via não por todos, por que isso já fez o único capacitado que foi Jesus o Cristo, então sendo assim ele levanta homens na terra para cuidar das suas ovelhas e não de bodes, nem de cabras, mas unicamente de ovelhas.
Eu não tenho a menor capacidade, eu não quero e não posso modificar ninguém por que nossas atitudes que marcam as transformações de qualquer pessoa, até porque quando ele se refere a animais para nos comparar ele foi generoso com ser humano e nem tanto com os animais, mas pra mudar a natureza nem homem e nem a ciência, somente o poder infinito de Deus. Se alguém quer deixar de ser Bode ou Cabra, para ser ovelha precisa de um milagre que só o dono da natureza é capaz de realizar. Popularmente conhecido para os religiosos especialmente para os “gospel’s”, como conversão.


Única coisa que podemos analisar e são os frutos. Quando falamos da nossa felicidade ou da felicidade dos outros podemos nos equivocar se lermos errado como nos apresenta a felicidade. A felicidade é muito relativa.
Apóstolo Paulo estava Naufragando, preso, sozinho e estava feliz. Hoje a noite muitos vão às festas, fazem uso de drogas e bebidas, se prostituem e estão prosperando, por exemplo, e felizes.
Qual é a diferença? A diferença é a direção que cada um está seguindo amigo leitor. A felicidade de alguns os levarão para a condenação eterna no inferno com satanás, o qual para esses não lhes será estranho. A felicidade de outros os levarão para o céu no gozo eterno nos braços do criador. Não que me julgue preparado, santo ou melhor que você, mas corro para isso e com a consciência que não posso errar o alvo que é Cristo.


Você esta seguindo quem? Pra onde sua felicidade está te levando? Você é ovelha, bode ou cabrito?


Espero que ao ler este artigo tenha se dado a oportunidade ímpar de pensar em você e não em mim, por que eu quando escrevi esse texto falei sobre mim, e você quando leu?