quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Um livro, uma capa e um amigo

2 Timóteo 4.9ss: 9 Procura vir ter comigo depressa. 10  Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia. 11 Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério. 12 Quanto a Tíquico, mandei-o até Éfeso. 13 Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos. 14 Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras. 15 Tu, guarda-te também dele, porque resistiu fortemente às nossas palavras. 16 Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja posto em conta! 17 Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. 18 O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém! 19 Saúda Prisca, e Áqüila, e a casa de Onesíforo. 20  Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto. 21 Apressa-te a vir antes do inverno. Êubulo te envia saudações; o mesmo fazem Prudente, Lino, Cláudia e os irmãos todos. 22 O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja convosco.”

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Introdução


Chegou o fim do semestre, chegou o frio inverno. Em breve, nos dispersaremos. Alguns sentirão frio. Outros se sentirão sós. Muitos sentirão saudades. O texto que nos inspira neste dia nos fala de um sentimento parecido que, segundo uma antiga tradição, o grande apóstolo dos gentios estaria experimentando.
Segundo essa tradição, o fim da jornada do apóstolo Paulo estava chegando, juntamente com um duro inverno. “O prisioneiro sente a solidão pelo abandono ou desvio de alguns colaboradores e a hostilidade de um conhecido” (nota da Bíblia do Peregrino). “Esta página contristada e serena, quem sabe a última que o apóstolo haja ditado, lembra o tema do justo abandonado, tema este que a morte de Jesus na cruz ilustrara tão cabalmente. Mas assim como para Jesus,” também par o autor da epístola, “esta solidão está povoada pela presença de Deus” (nota da Bíblia Tradução Ecumênica), bem como pela lembrança de fatos marcantes e pela saudade de amigos especiais.
Pela trama do texto, Paulo estaria se preparando para enfrentar um rigoroso inverno: um inverno meteorológico, um inverno existencial e um inverno afetivo. Para isso, teria escrito a Timóteo, um amigo querido, pedindo que este lhe trouxesse, o mais rápido possível, o que ele precisaria para enfrentar esse temível inverno.
Uma das encomendas que Paulo teria feito foi…

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 … a capa

“Quando vieres, traze a capa
que deixei em Trôade, em casa de Carpo.” (v. 13)

Esse Paulo tinha um estilo de vida austero. Não tinha luxos, não gozava de grandes confortos, nem praticava muitas extravagâncias. Tanto é assim que ele teria deixado, ou esquecido, um dos seus parcos bens em Trôade. Ora, somente alguém desapegado dos bens materiais deixaria para trás uma capa, um paletó, um sobretudo.
Entretanto, Paulo sabia que, por mais espiritual que fosse, precisava cuidar do corpo. E, embora já em sua reta final, a missão não poderia ser interrompida prematuramente por uma pneumonia irresponsável.
Paulo precisava da sua capa, como nós precisamos do nosso agasalho. O inverno está aí, o semestre chegou ao fim, mas a missão precisa continuar. Para isso, precisamos nos manter aquecidos, saudáveis e dispostos.
Mas só a capa não bastaria para garantir o bem-estar, por isso a encomenda de Paulo inclui também…

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… os livros e os pergaminhos

“Quando vieres, traze a capa […],
bem como os livros, especialmente os pergaminhos.”  (v. 13)

Paulo foi um grande missionário porque foi um homem estudioso, culto, erudito, amigo dos livros até nos últimos momentos de sua vida. Leitor compulsivo, conhecia os clássicos gregos, tanto filósofos quanto poetas. Sabemos também que foi autor de pena generosa e abundante — o que teria sido da teologia cristã, não tivessem Paulo e seus discípulos nos deixado seu legado por escrito? —. Para enfrentar o rigoroso inverno existencial, Paulo abastece sua dispensa com livros, com palavras… não quaisquer palavras, mas palavras boas, palavras inteligentes, palavras bem-ditas.
Já que as nossas férias também se aproximam, o que levaremos na bagagem para enfrentar o nosso próprio inverno existencial? Quem dera, como Paulo, nesse tempo de reavaliações, tenhamos a chance de lermos bons livros, e nos alimentarmos fartamente das palavras sagradas que Deus e os homens, Deus e as mulheres, plantam nos livros; palavras que se oferecem a nós como pães aromáticos, saborosos e edificantes.
Mas, além da capa e dos livros, a encomenda mais importante de Paulo foi…

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… o amigo João Marcos

“Toma contigo a Marcos e traze-o,
pois me é útil para o ministério.”  (v. 11)

Paulo experimentara muitos tipos de relacionamentos:
Havia amigos que partiam traumaticmente, tais como Demas, que abandorara a fé e abraçara o mundo (v. 10).
Havia os que simplesmente se mudavam, como Crescente e Tito, que estavam morando agora em Galácia e Dalmácia, respectivamente.
Havia, ainda, os amigos que se tornaram inimigos, como Alexandre, o latoeiro (v. 14). Desses, Paulo diz que “o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras” (v. 14); e que deles devemos nos guardar (cf. v. 15).
Mas também havia aqueles como Lucas, que nunca o abandonara; amigo leal, fiel, constante, sempre presente, nas horas boas e nas horas amargas; aquele que permanecia quando todos já se tinham ido: “Somente Lucas está comigo” (v. 11).
Mas uma das amizades mais marcantes para Paulo, foi aquela com João Marcos. Ora, mas esse é o mesmo João Marcos que, quando em viagem para Antioquia da Psídia, abandonara Paulo e seus companheiros, voltando para Jerusalém (cf. At 13.13). Paulo se lembraria desse abandono, quando Barnabé quis tornar a incluir João Marcos em outra viagem missionária:
“Mas Paulo não era de opinião que se retomasse como companheiro um homem que os abandonara na Panfília e, portanto não participara do trabalho deles. Essa discordância se agravou a tal ponto que eles partiram cada qual para seu lado. Barnabé tomou consigo Marcos e embarcou para Chipre, enquanto Paulo associava Silas a si e partia…” (At 15.38-40).
O tempo se encarregaria de mostrar a Paulo que ele estava enganado. Nem sempre um colega que nos decepciona uma vez, está incapacitado para se associar a nós em outras jornadas. Barnabé que, do alto de sua experiência, podia discernir isso, possibilitou a Paulo essa importante amizade e deu-lhe o companheiro que o assistiria nas suas últimas horas.

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Peroração

Agora que o tempo de partir se aproxima e o inverno aperta, precisamos estar preparados para enfrentá-los: a partida e o inverno. E, por mais que os agasalhos e os livros nos ajudem, nada pode substituir um amigo.
Nestes tempos de formação acadêmica, devemos atentar para os cuidados do corpo e os cuidados da mente, mantendo a capa e os livros sempre à mão, mas, principalmente, não podemos esquecer dos cuidados do coração, e é para isto que servem os amigos, é para isto que servem as amigas. Como diz o sábio em seu antigo provérbio: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17).
Que neste inverno não nos faltem agasalhos, nem livros e muito menos amigos e amigas.
Luiz Carlos Ramos
Publicado by  on 6, jun, 2010 
http://www.luizcarlosramos.net

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Denunciar o Erro Não é Ser Crítico e Desagregador.

"Virou mania defender todo tipo de erro com o argumento superficial do ‘Vamos parar de criticar e orar mais’, geralmente vindo de religiosos falso que nunca participam de uma reunião se quer de oração, falar não expressa o sentimento do amor. Se não, é assim também, ‘Nós não podemos julgar’, ‘Deus opera como quer, quem é você para julgar?’. Mas será que é assim que funciona?"
(Tharsis Kedsonni).

Fico triste com quem não consegue diferenciar o fazer divisão dentro da igreja com a Apologética. Eis a diferença entre o dividir e o discernir:

Fazer divisão é não ser verdadeiramente convertido e tentar derrubar o próximo pelos mais diversos motivos. É ser sempre do contra; jogar os irmãos, uns contra os outros; sabotar ou não apoiar trabalhos internos; fazer críticas destrutivas ao trabalho de quem com sinceridade e dedicação, se empenha no Reino.

A Apologética, por sua vez, apoia esse trabalho e contribui na defensiva (cf. Fp 1.16), Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões; com o intuito de não permitir que o joio sufoque o trigo e danifique a seara, prejudicando assim o trabalho do Reino de Deus na terra. Lobos vestidos de ovelhas precisam ser denunciados; Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Mateus 7:15-20. Raposas e raposinhas precisam ser retiradas da vinha; Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. (Cantares 2.15).

Este é o serviço da Apologética: combater as heresias que constantemente são formuladas dentro da igreja e alteram o Evangelho genuíno de nosso Senhor Jesus Cristo; Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Gálatas 1:8,9.

O povo de Deus deve marchar e batalhar para ganhar o mundo para Cristo, mas também deve viver vigiando (Marcos 14.38); Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca; sempre a posto na defensiva, combatendo todo o mal que quer se inserir na Igreja e usar até os escolhidos para desvirtuar a fé salvadora.

Quem faz divisão, importa-se somente consigo mesmo, (egoísta). Jamais se preocupa com os sentimentos ou mesmo a salvação do outro. Quem faz uso da Apologética para defender o Reino, importa-se com a Nobre Causa de Jesus Cristo, que envolve o mundo inteiro. Quem faz divisão pensa somente na sua própria satisfação. Quem faz uso correto da Apologética, pensa nas mesmas coisas que Cristo pensaria se estivesse aqui, em meio a todo esse desarranjo espiritual que se desencadeou em nosso tempo.
Precisamos parar de julgar pela aparência e fazermos julgamentos segundo a reta justiça de Deus (João 7.24); Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. E a Apologética contribui para isso. Precisamos examinar todas as coisas (1 Tessalonicenses 5.21); Examinai tudo. Retende o bem. Não podemos fazer vista grossa às tantas divergências sobre a doutrina cristã em nome da unidade da Igreja.

Se fosse assim, João Batista e Jesus não deveriam exortar tão severamente os escribas e fariseus, que tanto eram dedicados à Lei do mesmo Deus que lhes enviou ao mundo para combater o pecado. O que diríamos hoje se por uma palavra dita à alguns eles caíssem mortos na igreja pela palavra do pastor pela rebeldia das pessoas como foi com o apostolo e Ananias e Zafira?

Um homem chamado Ananias, juntamente com Safira, sua mulher, também vendeu uma propriedade. Ele reteve parte do dinheiro para si, sabendo disso também sua mulher; e o restante levou e colocou aos pés dos apóstolos. Então perguntou Pedro: "Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade? Ela não lhe pertencia? E, depois de vendida, o dinheiro não estava em seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa? Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus". Ouvindo isso, Ananias caiu e morreu. Grande temor apoderou-se de todos os que ouviram o que tinha acontecido. Então os moços vieram, envolveram seu corpo, levaram-no para fora e o sepultaram. Cerca de três horas mais tarde, entrou sua mulher, sem saber o que havia acontecido. Pedro lhe perguntou: "Diga-me, foi esse o preço que vocês conseguiram pela propriedade? " Respondeu ela: "Sim, foi esse mesmo". Pedro lhe disse: "Por que vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Veja! Estão à porta os pés dos que sepultaram seu marido, e eles a levarão também". Naquele mesmo instante, ela caiu aos pés dele e morreu. Então os moços entraram e, encontrando-a morta, levaram-na e a sepultaram ao lado de seu marido. E grande temor apoderou-se de toda a igreja e de todos os que ouviram falar desses acontecimentos.
Atos 5:1-11

Precisamos pregar o Evangelho, e precisamos fazer isso da maneira correta.



Elaine Cândida

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

*John Stott / Biografia & Mensagens




Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina. (1 Timóteo 5:17)
John Stott faleceu ontem dia 27 de Julho de 2011 às 03:15, no horário de Londres, aos 90 anos, de acordo com Benjamin Homan, presidente do John Stott Ministries (fonte).
“antes que possamos começar a ver a Cruz como algo feito para nós (nos conduzindo a fé e a adoração) temos que vê-la como algo feito por nós (nos conduzindo ao arrependimento)”. – John Stott

Biografia

Considerado uma das mais expressivas vozes da Igreja Evangélica contemporânea, o inglês John Stott nasceu em 27 de abril de 1921. Foi um agnóstico até 1939, quando ouviu uma mensagem do reverendo Eric Nash e se converteu ao cristianismo evangélico.
Estudou Línguas Modernas na Faculdade Trinity, de Cambridge. Foi ordenado pela Igreja Anglicana em 1945, e iniciou suas atividades como sacerdote na Igreja All Souls, em Langham Place. Lá continuou até se tornar pastor emérito, em 1975. Foi capelão da coroa britânica de 1959 a 1991.
Stott tornou-se ainda mais conhecido depois do Congresso de Lausanne, em 1974, quando se destacou na defesa do conceito de Evangelho Integral – uma abordagem cristã mais ampla, abrangendo a promoção do Reino de Deus não apenas na dimensão espiritual, mas também na transformação da sociedade a partir da ética e dos valores cristãos.
Em 1982, fundou o London Institute for Contemporary Christianity, do qual hoje é presidente honorário. Escreveu cerca de 40 livros, entre os quais Ouça o Espírito, ouça o mundo (ABU), A cruz de Cristo (Vida) e Por que sou cristão (Ultimato).
John Stott – O Verdadeiro Significado da Cruz

Se quisermos desenvolver uma doutrina da propiciação verdadeiramente bíblica, necessitaremos distingui-la das idéias pagãs em três pontos cruciais, relacionados ao motivo da necessidade da propiciação, quem a fez e o que ela é.
Primeiro, o motivo pelo qual a propiciação é necessária é que o pecado suscita a ira de Deus. Isso não quer dizer (como temem os animistas) que ele é capaz de explodir a mais trivial provocação, muito menos que ele perde as estribeiras por nenhum motivo aparente. Pois nada há de caprichoso ou arbitrário no santo Deus. Nem jamais ele é irascível, malicioso, rancoroso ou vingativo. 
A ira dele não é misteriosa nem irracional. Jamais é imprevisível, mas sempre previsível por ser provocada pelo mal e pelo mal somente. A ira de Deus, como examinamos com mais detalhes no capítulo 4, é o seu antagonismo firme, constante, contínuo e descomprometido para com o pecado em todas as suas formas e manifestações. Em resumo, a ira de Deus está mundos à parte da nossa. O que provoca a nossa ira (a vaidade ferida) jamais provoca a dele; o que provoca a ira dele (o mal) raramente provoca a nossa.
Segundo, quem faz a propiciação? Num contexto pagão são sempre seres humanos que procuram desviar a ira divina mediante a realização meticulosa de rituais, ou através da recitação de fórmulas mágicas, ou por meio de oferecimento de sacrifícios (vegetais, animais e até mesmo humanos). Pensam que tais práticas aplaquem a divindade ofendida. Mas o evangelho começa com a afirmação ousada de que nada do que possamos fazer, dizer, oferecer ou até mesmo dar pode compensar os nossos pecados nem afastar a ira divina. Não há possibilidade alguma de bajularmos, subornarmos ou persuadirmos Deus a nos perdoar, pois nada merecemos das suas mãos a não ser o julgamento. Nem, como já vimos, tem Cristo, por meio do seu sacrifício, prevalecido sobre Deus a fim de que ele nos perdoe. Não, foi o próprio Deus que, em sua misericórdia e graça, tomou a iniciativa.
Esse fato já estava claro no Antigo Testamento, pois nele os sacrifícios eram reconhecidos não como obras humanas, mas como dádivas divinas. Eles não tornavam a Deus gracioso; eram providos por um gracioso Deus a fim de que pudesse agir graciosamente e para com o seu povo pecaminoso. “Eu vo-lo tenho dado sobre o altar”, disse Deus a respeito do sangue do sacrifício, “para fazer expiação pelas vossas almas” (Levítico 17:11). E o Novo Testamento reconhece essa verdade com mais clareza, e não menos os textos principais acerca da propiciação. O próprio Deus “apresentou” ou “propôs” a Jesus Cristo como sacrifício propiciatório (Romanos 3:25). Não é que tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados (1 João 4:10).
Não podemos enfatizar demais que o amor de Deus é a fonte, e não a conseqüência da expiação. Como o expressou P. T. Forsyth: “A expiação não assegurou a graça, mas fluiu dela”. Deus não nos ama porque Cristo morreu por nós; Cristo morreu por nós porque Deus nos amou. É a ira de Deus que necessitava ser propiciada, é o amor de Deus que fez a propiciação. Se pudermos dizer que a propiciação “mudou a Deus” ou que por meio dela ele mudou a si mesmo, esclareçamos que a sua mudança não foi da ira para o amor, da inimizade para a graça, visto que o seu caráter é imutável. 
O que a propiciação mudou foi os seus tratos para conosco. “A distinção que eu peço que vocês observem”, escreveu P. T. Forsyth é “entre uma mudança de sentimento e uma mudança de tratamento… o sentimento de Deus para conosco jamais necessitou mudar. Mas o tratamento de Deus com referência a nós, o relacionamento prático de Deus para conosco — esse teve de mudar”. Ele nos perdoou e nos recebeu no lar.
Terceiro, qual foi o sacrifício propiciatório? Não foi animal, vegetal nem mineral. Não foi uma coisa, mas uma pessoa. E a pessoa que Deus ofereceu não foi alguém mais, uma pessoa humana ou um anjo, nem mesmo o seu Filho considerado como alguém distinto dele ou exterior a si mesmo. Não, ele ofereceu-se a si mesmo. Ao dar o seu Filho, ele estava dando a si mesmo. Como escreveu repetidamente Karl Barth: “Foi o Filho de Deus, isto é, o próprio Deus”. Por exemplo, “o fato de que foi o Filho de Deus, de que foi o próprio Deus, quem tomou o nosso lugar no Gólgota e, através desse ato, nos libertou da ira e do juízo divino, revela primeiro a implicação total da ira de Deus e a sua justiça condenadora e punitiva”. Repetimos, “porque foi o Filho de Deus, isto é, o próprio Deus, que tomou o nosso lugar na Sexta-Feira da Paixão, para que a substituição fosse eficaz e pudesse assegurar-nos a reconciliação com o Deus justo. Somente Deus, nosso Senhor e Criador, poderia colocar-se como nossa segurança, poderia tomar o nosso lugar, poderia sofrer a morte eterna em nosso lugar como conseqüência de nossos pecados de tal modo que ela fosse finalmente sofrida e vencida.” E tudo isso, esclarece Barth, foi expressão não somente da santidade da justiça divina, mas também das “perfeições do amor divino”; deveras, do “santo amor divino”.
Portanto, o próprio Deus está no coração de nossa resposta às três perguntas acerca da propiciação divina. É o próprio Deus que, em ira santa, necessita ser propiciado, o próprio Deus que, em santo amor, resolveu fazer a propiciação, e o próprio Deus que, na pessoa do seu Filho, morreu pela propiciação dos nossos pecados. Assim, Deus tomou a sua própria iniciativa amorosa de apaziguar sua própria ira justa levando-a em seu próprio ser no seu próprio Filho ao tomar o nosso lugar e morrer por nós. Não há nenhuma grosseria aqui que evoque o nosso ridículo, apenas a profundeza do santo amor que evoca a nossa adoração.
Ao procurar, assim, defender e reinstituir a doutrina bíblica da propiciação, não temos intenção alguma de negar a doutrina bíblica da expiação. Embora devamos resistir a toda tentativa de substituir a propiciação pela expiação, damos boas-vindas a todas as tentativas que procuram vê-las unidas na salvação. Assim F. Büchsel escreveu que “hilasmos. . . é a ação na qual Deus é propiciado e o pecado expiado”.21 O Dr. David Wells elaborou sucintamente sobre essa ideia:
No pensamento paulino o homem é alienado de Deus pelo pecado e Deus é alienado do homem pela ira. É na morte substitutiva de Cristo que o pecado é vencido e a ira desviada, de modo que Deus possa olhar para o homem sem desprazer, e o homem olhar para Deus sem temor. O pecado é expiado, e Deus propiciado.

Por John Sttot
Extraído do livro: Cruz de Cristo pág: 154 – 156

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Diga por si mesmo!


ERRAIS POR QUE: 



É verdade que a Bíblia pode ser interpretada por qualquer pessoa?
É sim, eu pastor, creio que sim.




Entretanto é necessário conhecimento, tanto da letra quanto do espírito das escrituras.



Se não, tu podes interpreta-la para "benção", ou  para a "maldição". A palavra não traz maldição, mas um erro na atitude por interpreta-lá equivocadamente ou em causa própria, pode se desencadear uma maldição longa e hereditária. 



Só tome cuidado, porque Jesus já alertavam o povo desde quando esteve na terra entre os homens. 



Jesus deixou bem claro para os manipuladores religiosos de seu tempo que adulteravam a interpretação das escrituras em causa própria: 



"ERRAIS POR NÃO CONHECERDES AS ESCRITURAS…”



E você, tem acertado? 

Ou errado? 



Fica a palavra! 

Pr Jean Calegario

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

"" A MORTE DO PÚLPITO... ""

"" A MORTE DO PÚLPITO... ""


A igreja evangélica brasileira vive uma tragédia: a morte do púlpito. Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação Cristocêntrica, preparada com esmero e preocupada com a correta interpretação das Escrituras. 
O púlpito tem sido substituído pelo altar dos “levitas” ou para os ”sacrifícios” em dinheiro dos mercenários mercantilistas, ou “palanque” para políticos descompromissados com a Palavra de DEUS. . 
A “pregação” da Palavra é, hoje, conceituada como qualquer um que sobe na plataforma e começa a falar ou gritar.
Talvez você, lendo esse texto, pense: - 
“Na minha igreja a pregação é sempre um espaço grande e recebemos visitas de diversos pregadores”. Esse artigo quer alertar que não basta um tempo grande para a pregação e nem que a plataforma esteja cheia de homens engravatados; antes é necessária a avaliação da qualidade dessa pregação. A pregação precisa ser avaliada, assim como fazia os cristãos bereanos, que por sua nobreza, comparavam as homilias de Paulo com as Sagradas Escrituras.


Quais são as causas da “morte do púlpito” no evangelicalismo moderno?

A) Espiritualidade em baixa é igual à pregação sem qualidade.

A pobreza das pregações é evidente nesses últimos dias, pois isso é consequência direta da pobreza na vida cristã, pois como dizia Arthur Skevington Wood: “Leva-se uma vida inteira para preparar um sermão, porque é necessária uma vida inteira
para preparar um homem de Deus”. 
Enquanto a espiritualidade da Igreja estiver em baixa, a pregação, por mais espiritual que ela pareça ser, não passará de palavras jogada ao vento. Não basta uma pregação erudita, mas a erudição deve ser acompanhada de contrição, humildade e oração, pois bem escreveu E. M. Bounds: “Dedique-se ao estudo da santidade de vida universal. Sua utilidade depende disso. Seus sermões duram não mais do que uma ou duas horas; sua vida prega a semana inteira.”
Hoje existem muitas igrejas que oram “bastante”, são campanhas atrás de campanhas, mas essas orações não passam de busca “dos próprios deleites” ou de “determinações” de bênçãos. Ora, a oração sem a busca da face de Deus é uma característica do evangelicalismo contemporâneo. Uma igreja que ora errado, logo terá pregadores pobres.


B) A falta de preparo para pregar.

Erudição, esmero e homilética não são inimigos da espiritualidade. Um mito vigente na igreja brasileira é que quem se prepara muito para pregar, terá uma pregação “não ungida”. Isso é mera desculpa de pregador preguiçoso. 
Você, leitor, já deve ter visto alguém dizer: - 
“Quando cheguei aqui não sabia o que ia pregar, mas assim que subi nesse altar o Espírito Santo me revelou outra Palavra” ou “Eu não preparo pregação, o Espírito de Deus me revela”… São frases irresponsáveis e brincam com o Espírito Santo, atribuindo a Ele sua preguiça de passar várias horas em estudo e oração para pregar a Palavra.
Hoje, pregar com esboço em papel é quase um pecado em muitas igrejas; alguns olham com “cara feia” para os que levam algo escrito em sua homilia. Será que não sabem que um dos sermões mais impactantes da história, foi literalmente lido pelo pregador. 
Esse sermão era “Pecadores na mão de um Deus irado”, que Jonathan Edwards pregou em 08 de Julho de 1741 na capela de Enfield. O biógrafo de Edwards, J. Wilbur Chapman , relatou: Edwards segurava o manuscrito tão perto dos olhos, que os ouvintes não podiam ver-lhe o rosto. Porém, com a continuação da leitura, o grande auditório ficou abalado. Um homem correu para a frente, clamando: Sr. Edwards, tenha compaixão! Outros se agarraram aos bancos, pensando que iam cair no Inferno. Vi as colunas que eles abraçaram para se firmarem, pensando que o Juízo Final havia chegado.


C) Ter uma visão pragmática sobre a pregação.

Para muitos, uma pregação só é válida se houver resultados. As pessoas não querem saber se o conteúdo da pregação é bíblica ou herético, mas preferem esperar pelos resultados propagados pelo pregador. A primeira motivação dos pragmáticos é buscar a praticidade, portanto o pragmatismo é casado com o imediatismo, onde tudo tem quer ser aqui e agora.
O conceito de pregação “ungida” é bem pragmática, pois para boa parte da comunidade evangélica, a boa pregação tem que envolver o emocional, nesse contexto nasce frases do tipo “crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”. Se não houver choro, gritos, pulos, cai-cai ou outras manifestações “espirituais”, a pregação perde o seu valor para aos “cristãos atuais”.
Pregadores pragmáticos gostam de ver seus ouvintes interagindo exageradamente no culto. É constante dos pregadores mandarem as pessoas glorificarem e até falar em línguas. Nesses cultos a justificativa para essas ordens é que “quando a glória da Igreja sobe, a glória do céu desce”. Não há respaldo bíblico para esse tipo de pensamento que é passado como algo bíblico. A emoção e as experiências fazem parte da vida cristã, mas não devem normatizar a liturgia ou direcionar os crentes, pois os verdadeiros cristãos tem a Palavra de Deus, e somente Ela, como regra de fé e prática.


D) Pastor-professor X Pregador-ator.

Eis o dilema existente no evangelicalismo moderno. O pastor-mestre foi substituído pelo pregador-carismático-ator. O mestre que orientava a sua congregação nas Sagradas Letras, sendo um homem de estudos e contemplativo, era característico de piedosos servos de Deus, como Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, D. L. Moody etc.
O púlpito tem sido morto pelo estrelismo de pastores-atores, que confundem a plataforma da igreja com um palco para entretenimento, são pessoas que pregam o que a congregação quer ouvir e fazem de seus carismas uma imposição de sua pessoa. Quem estuda a história da igreja, verá que os piedosos servos de Deus, da Reforma a Grande Despertamento do século 18, eram homens de grande interesse pela pregação expositiva, onde o texto fala por si só. A partir do século 19, os sermões são cada vez mais temáticos e os pregadores mais articulados no estrelismo.
O Movimento Pentecostal peca, e gravemente, em não valorizar os sermões bem preparados e articulados, ungidos pelo Espírito Santo, para edificação da congregação. Em uma piedade aparente, muito exaltam a ignorância como virtude, justificando os sermões artificiais, sem profundidade e recheados de chicles, modismos e até heresias.

Autor: Gutierres Siqueira.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CABRITO, BODE OU OVELHA?


Assim como já foi exposto anteriormente, inclusive por mim mesmo centenas de vezes, até porque isso faz parte do meu testemunho de vida. Um dia como muitos já sabem precisei de ajuda para sair dos vícios mais terríveis que alguém poderia ter. Então hoje já não faz a menor diferença ser atacado por satanás e suas artimanhas para nos distrair com coisas pequenas e insignificantes. O fato é que realmente somos assim, falhos, pequenos, e se houver alguma consciência em nós vamos ter que reconhecer que realmente falta muita transformação em nós. Tanto por dentro como por fora.
Então hoje como servo e por isso menor de todos, porque é o que somos se queremos servir, para ser servo do servo precisamos diminuir cada dia. Interessante quando usamos frases e pensamentos de terceiros para expressar nossas perdas insubstituíveis, nossos fracassos e a amargura da solidão que envenena a nossa alma declinada para o pecado e a maldade dentro dos corações.
Jesus por exemplo não veio a este mundo discutir ideias, muito menos eventos e tão pouco qualquer outra coisa que não fosse única e exclusivamente as pessoas que é o que lhe interessa.
Alias falando de pessoas, porque para Jesus não interessava outra coisa se não pessoas, muito menos se elas eram economistas, administradores, funcionários públicos, médicos ou pescadores, ele queria e quer pessoas, nada além de pessoas. Deve ser por isso que se referia a si mesmo como pastor de ovelhas e não de cabras e nem de bodes. Exatamente por isso me coloco na posição mais inferior possível porque são sempre os gigantes, fortes e donos da verdade que promovem os anãos, sardentos e esquecidos. Jesus então nos ensinou algumas coisas a respeito de como discutir sobre as pessoas e mais nada, além disso.

Por exemplo, caro leitor, ele nos compara as ovelhas.
"Jesus disse-lhes esta parábola; mas eles não entenderam o que era que lhes dizia. - As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem." (João 10:6) 


Então o texto já diz que nem mesmo quando o próprio Jesus falava, as pessoas conseguiam entender, logo penso que eu já mais serei melhor quando tentar transmitir a verdade sobre a palavra e conseguirei transpor as influências demoníacas que cegam as pessoas. Ainda falando de Jesus com relação a discutir sobre pessoas, ele nos ensina que sua compaixão, amor e misericórdia tem um limite. É o limite que permeia a ação transformadora dele em qualquer ser humano. Quando percebia má vontade e indisposição a se render ele próprio virava as costas. Vemos aqui o exemplo do jovem rico que preferiu deixar a oportunidade passar pelas influencias sobre sua vida. Jesus olhou para ele e o amou.

"Falta uma coisa para você", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me." Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Marcos (10)
Enfim, eu concluo dizendo que o ideal não seria julgar pessoas, ou entidades que são formadas de pessoas, porque não seria razoável uma vez que quem conhece o coração é só um. O ideal seria que realmente cada um se preocupasse apenas com si mesmo no quesito espiritual da sua alma para a salvação. Eu tenho convicções do que é bom para mim baseados nos meus resultados que aliás vale ressaltar que a bíblia apenas sugere avaliar os resultados que são denominados na bíblia também por frutos. Uma coisa é certa, Deus levanta pessoas para cuidar, amar e dar sua própria vida, mas porém, entretanto toda via não por todos, por que isso já fez o único capacitado que foi Jesus o Cristo, então sendo assim ele levanta homens na terra para cuidar das suas ovelhas e não de bodes, nem de cabras, mas unicamente de ovelhas.
Eu não tenho a menor capacidade, eu não quero e não posso modificar ninguém por que nossas atitudes que marcam as transformações de qualquer pessoa, até porque quando ele se refere a animais para nos comparar ele foi generoso com ser humano e nem tanto com os animais, mas pra mudar a natureza nem homem e nem a ciência, somente o poder infinito de Deus. Se alguém quer deixar de ser Bode ou Cabra, para ser ovelha precisa de um milagre que só o dono da natureza é capaz de realizar. Popularmente conhecido para os religiosos especialmente para os “gospel’s”, como conversão.


Única coisa que podemos analisar e são os frutos. Quando falamos da nossa felicidade ou da felicidade dos outros podemos nos equivocar se lermos errado como nos apresenta a felicidade. A felicidade é muito relativa.
Apóstolo Paulo estava Naufragando, preso, sozinho e estava feliz. Hoje a noite muitos vão às festas, fazem uso de drogas e bebidas, se prostituem e estão prosperando, por exemplo, e felizes.
Qual é a diferença? A diferença é a direção que cada um está seguindo amigo leitor. A felicidade de alguns os levarão para a condenação eterna no inferno com satanás, o qual para esses não lhes será estranho. A felicidade de outros os levarão para o céu no gozo eterno nos braços do criador. Não que me julgue preparado, santo ou melhor que você, mas corro para isso e com a consciência que não posso errar o alvo que é Cristo.


Você esta seguindo quem? Pra onde sua felicidade está te levando? Você é ovelha, bode ou cabrito?


Espero que ao ler este artigo tenha se dado a oportunidade ímpar de pensar em você e não em mim, por que eu quando escrevi esse texto falei sobre mim, e você quando leu?

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

ui ui ui.. UM BRINDE A SUA DEMONSTRAÇÃO DE AMOR... QUANDO SEU IRMÃO PARA DE IR NA SUA "IGREJA". Dodói !!!

Seria muito triste se não fosse tão cômico!

Qual será a ideia que algumas pessoas têm de igreja? A igreja que existe de fato nunca passou pelos pensamentos mais remotos de Cristo, mas ela se tornou nisso que é atualmente graças as pessoas desenformadas e ridículas que em seus pensamentos mesquinhos, egoístas e desiludidas transferiram para a igreja a responsabilidade de resolver suas desolações. Só os mais profundos desiludidos na sua vida pessoal pra ter coragem de responsabilizar uma entidade ou qualquer outra pessoa pelas suas infelicidades pessoais.
A igreja tem de tudo, tem jovens e velhos, tem solteirões e maus resolvidos, tem drogados e libertos, tem homossexuais e poucos ex homossexuais, tem honestos e desonestos, tem todo tipo de líder possível. Em resumo tem gente como a gente, igualzinho a mim e a você.
O que mais me deixa extasiado  são os tipos de pessoas que passam por determinadas "igrejas", (várias), e não conseguem se firmar em absolutamente nenhuma. Quando essas pessoas saem e quase sempre culpando todos, até as estrelas, pelo fato de passarem pela igreja e não marcarem em nada e ninguém, muito pelo contrário, algumas das vezes além de não marcarem em nada eles conseguem manchar a dignidade da entidade e até de outras pessoas. 

Depois reclamam sobre a demonstração de amor pelo irmão que saiu da igreja?    

Caros amigos e inimigos, irmãos e órfãos leitores, vamos tentar elucidar em nossa mente alguns fatos por que isso pode estar acontecendo com você agora ou pode até ter acontecido ou vir a acontecer pela terrível e horrenda crueldade da igreja de Cristo e dos pastores maldosos sem escrúpulos. 
Se você está se sentindo abandonado, esquecido, desviado, afastado da igreja ou cristão autônomo,  juiz de si mesmo, seu próprio sacerdote e profeta dono da lei e retentor da "sua" verdade talvez seja por que:

Será que o pastor é hipócrita?
Será que somos egoísta?
Será que todos da sua igreja são pessoas falsas, mentirosos e não vivem o verdadeiro evangelho?
Na verdade são todos muito ignorante que não tem a esperteza e esclarecimento que você já alcançou nesse plano natural?
Será que esse irmãos são mesmo relapsos que nem se preocupa em saber se aconteceu alguma coisa? 
Será mesmo  que todos falam do amor de Deus e não sabem praticar? 
Será que você foi mal interpretado? 


Enfim,  irmãos de fato essas e outras coisas acontecem em qualquer comunidade que envolva pessoas "normais", e até na comunidades dos "Santos".
São realmente evidências fortes, mas podemos afirmar que pessoas, igrejas e líderes 
muitas vezes se enquadram perfeitamente nessas características ou podemos dizer pontos negativos.
Porém, entretanto, a lista de possibilidades que nos afasta de igrejas e ninguém se preocupa com você não para aí. Continuando a nossa lista de possibilidades abaixo:

Será que você é uma pessoa insuportável e desagradável ao ponto de quando saiu da sua igreja as pessoas se sentiram felizes e aliviadas?

Será que depois de tentarem tantas vezes te mostrar os caminhos para libertação e deixar as drogas, a promiscuidade, a homossexualidade e maus costumes, mesmo assim você quis continuar nessa vida miserável?

Será que essa ideia de continuar nessa vida desgraçada e querer que os outros aceitem isso por amor seria o ideal para Cristo?

Será que aqueles que chegam aos quase quarenta anos sozinho ou sozinha, e olha que tem muitos assim, e vale ressaltar que isso não é por opção, porque sabemos que foram diversas tentativas frustadas, mais novos, mais velhos, Santos, e até mundanos e não conseguiram ter só uma pessoa  ao seu lado com tantas igrejas cheias de homens e mulheres, esses será que estão totalmente certo ou certa?

Sem falar dos extremos, que até suicídio tentaram depois de fazer declarações de 
amor por Cristo, mudanças externas as vezes, como palhaços no picadeiro, tirando até o seu próprio cabelo. Mas o fato é que por dentro continua a mesma pessoa e hoje tem dificuldade de lidar com a realidade de não ter alcançado a mudança que Cristo exige como demanda e descobrir que é exatamente orquestra sempre foi.

Será que você não foi tão insignificante que talvez seja por isso que nem se lembram de você?
E se as pessoas são como são com você não seria por elas não se converteram de verdade ou elas tiveram medo de se envolver com você, é porque na verdade você não mostrou nenhum sinal de mudança e transformação de verdade e não pareceu tão confiável aos estranhos.

Precisamos na verdade repensar sobre esse assunto. Por quê?

Porque Cristo que foi Cristo diversas vezes deixou pessoas para trás, virou as costas, e até deixou esperando ao ponto de pessoas morrerem. Porque será ? 
Por que se a igreja é isso tudo que os frustrados e renegados dizem, é por que você não consegue se firmar num lugar ou seja escolher um lugar para permanecer e influenciar ao ponto de mudar as circunstâncias uma vez que você é padrão de perfeição. Para de reclamar, acusar e lamentar e faz algo de útil, mas não a você mesmo, faça para essa igreja corrompida que você só serve para acusar.
Eu entendo que talvez os lugares e as pessoas estão perturbadas e contaminadas 
demais para seu estado de espírito, "perfeito", mas se você é um Cristão perfeito ou perfeita deveria estar praticando o que Jesus praticou que aliás é o que você usa para atacar a igreja. Ele chegou nos lugares e contagiou e transformou lugares de tormento, destruição e separação onde não existia o amor em lugar de misericórdia dívida e você está transformando os ambientes que frequentar em que? Ou os ambientes estão transformando você ? 

Os hipócritas de verdade são as pessoas que praticam o que visivelmente parece ser politicamente correto, mas internamente são como sepulcros caiados e raposas desfasadas.
São vazios, pessoas que amargam a solidão, tristes por não ter amigos de verdade e os que parecem amigos, porque conspiram hoje com você e amanhã vão conspirar contra você.
Não perca seu tempo julgando as pessoas, as igrejas, os líderes religiosos ou cuidando da vida dos outros, porque este cargo está preenchido e é Deus quem já faz isso. 
Então procure melhorar como ser humano, sabendo que não depende dos outros e nem dos ambientes externos. Se a igreja está tão ruim e sua vida tão boa, te garanto que não vai ser fugindo e formando pequenos grupos de rebeldes que vai acontecer uma transformação na história da igreja, pelo menos não através da sua vida.
Assume que a ideia de dizer que basta ter Deus no coração e levar comidinha aos pobres, que aliás isso em São Carlos por exemplo é uma grande mentira, possoafirmar por que conheço muito bem os problemas sociais da cidade onde nasci e em uma cidade como essa só passa fome vagabundo, aproveitador e quem quer. Essa ideia é para justificar a incompetência de não ter alcançado a transformação completa devido às demandas exigidas de Cristo para a sua verdadeira transformação. Cuidado para não continuar vivendo frustrado e culpando os outros de seus fracassos. 
Se conseguíssemos ser minimamente equacionados pra saber que, na verdade, não somos bem resolvidos ou perfeitos vamos saber nos comportar e andar juntos sem prejudicar a ninguém  e nem a nós mesmos. Certamente conseguiremos chegar perto da igreja que em atos está registrada, que além de se tornarem um só e transformados eles faziam tudo que tinha de ser feito. Expontaneamente não precisava realmente de nada que existe hoje dentro da religião, como pastores, etc. Porém colegas, sejam lúcidos em saber que também não tinha gente como você lá!

Pare de falar e faz alguma coisa pra mudar e para de se incomodar com sucessos dos outros e se afogar nos seus fracassos!

Palavra Amiga.

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Um livro, uma capa e um amigo

2 Timóteo 4.9ss:  9  Procura vir ter comigo depressa.  10   Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessa...