quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Evangelista lista cinco equívocos sobre a oração que “precisam ser corrigidos”

A oração é uma das práticas que definem o cristianismo e, em síntese, representa o cultivo de uma relação íntima e pessoal do crente com Deus. O evangelista Jay Lowder publicou um artigo em que lista “cinco equívocos sobre oração que precisam ser corrigidos”.
Lowder e fundador de um ministério cristão que trabalha com missões voltadas a jovens e tem como objetivo “alcançar os diversos grupos de pessoas com a mensagem de Jesus Cristo”.
Para o evangelista, é comum os cristãos confundirem a oração com um diálogo em que o assunto é sempre o futuro daquele que ora e suas necessidades. Confira os cinco pontos listados por Jay Lowder sobre a oração:
A oração não é sobre a mudança de Deus, mas sobre você
“Nós não devemos ir a Deus em oração para que Ele saiba sobre nossa situação ou para informá-lo de que ele precisa fazer algo. Deus é onipresente e onisciente e já conhece as nossas necessidades. A oração é o processo pelo qual Deus nos dá Sua perspectiva. É um momento para transformar os nossos corações e mentes e permitir-nos orar de acordo com a Sua vontade. Nosso desejo não deve ser que a nossa vontade seja feita, mas que a vontade de Deus seja feita na terra como no céu”.

A oração não é sobre as suas necessidades

“Na oração, devemos primeiro buscar a vontade de Deus para saber onde devemos colocar nossa fé. Muitas pessoas se aproximam da oração com a incerteza de saber se as suas orações serão respondidas. Antes que possamos orar eficazmente, devemos atribuir fé às nossas orações, e nós não podemos ter isso sem a certeza de que estamos orando por aquilo que Deus quer.
Um ponto de partida é pedir a Deus sobre as zonas cinzentas da vida. Devemos pedir a Deus para nos mostrar a Sua vontade. Assim que tivermos respostas sobre o que Ele quer que façamos, podemos anexar fé, e assim conhecer e confiar em Deus, que responderá nossas orações, porque, Ele já nos mostrou a Sua vontade”.

A oração não é só sobre você

“Certifique-se que a oração está focada em outras pessoas. É fácil de se atolar com nossas próprias petições e pedidos, mas Deus deseja que nós coloquemos outras pessoas antes de nós mesmos. Esse conceito está especificamente alinhado nas Escrituras e diz que devemos considerar os outros superiores a nós mesmos. Que melhor maneira de fazer isso do que colocando primeiro os outros em nossas orações?”.

A oração não é apenas para falar, mas também ouvir

“Ouvir é uma parte crítica da oração. É importante para meditar, ficar quieto e não ter uma conversa unilateral. Nada é mais desanimador do que se envolver com alguém que domina uma conversa. Isto também se aplica em oração. Deus quer falar conosco. Devemos ser todos ouvidos e praticar a arte de ficar quieto e imóvel diante de Deus. Quando fazemos isso, nós nos surpreenderemos com o número de vezes durante a meditação que Deus fale conosco”.

A oração não é apenas sobre o futuro

“É vital que expressemos gratidão a Deus pelo que já foi feito. É fácil simplesmente se concentrar em nossas necessidades, mas devemos reservar uma parte do nosso tempo de oração para sempre dizer a Deus como somos gratos por nos ouvir e responder às nossas necessidades anteriores. Nós precisamos ter um coração agradecido.
Quando começamos a entender essas verdades sobre a oração, vamos ser mais eficazes no alinhamento de nossos corações e conversas com a vontade de Deus, em vez de ser impedidos de ter uma profunda conversa pessoal com Cristo. Deus nos criou como um povo que ama a comunidade, e Ele quer ter o mesmo relacionamento íntimo conosco”.

http://noticias.gospelmais.com.br/evangelista-cinco-equivocos-sobre-oracao-confira-71868.html

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O MONOPÓLIO DA FÉ

Em cada ação, cada palavra e cada atitude do Mestre podemos aprender lições que trazem vida e crescimento espiritual. Lições que nos ensinam a desmistificar falsos conceitos, identificar sofismas e desmascarar o erro.
Um episódio dentro do ministério de Jesus que nos chama a atenção é a ressurreição do único filho de uma viúva da cidade de Naim, na Galiléia. De acordo com os relatos bíblicos, foi o primeiro milagre de ressurreição feito pelo Ungido e ocorreu logo no início de Seu ministério:
"E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife ( e os que o levavam pararam ), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar.  E entregou-o a sua mãe.
E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo" (Lucas 7:11-16)
   O MONOPÓLIO DOS MILAGRES            

Algumas vezes eu ouvi pregações sobre esse tema, destacando principalmente a oposição entre a tristeza daqueles que, sem esperança, sofriam com morte de um conterrâneo, e a alegria daqueles que, não obstante sofrerem perseguições e tribulações, seguiam o Senhor Jesus.
Sem dúvidas, naquele dia em Naim duas multidões se encontraram e os sentimentos que pairavam sobre cada uma delas era bem diferente.
De um lado a morte e a desesperança, do outro a vida eterna e a fé. Duas multidões e duas realidades diferentes.

Porém, o que também chama a atenção neste milagre é a posição da viúva, de quem o evangelista sequer cita o nome, em relação ao Messias.
Podemos ver, analisando todo o contexto, que aquela mulher não era discípula de Jesus. Ela não estava entre aqueles que seguiam o Messias em sua caminhada pela Galiléia, até porque Jesus estava principiando seu ministério e começando a ficar conhecido pelo povo galileu. 
Isso nos ensina algo muito importante. Nenhum grupo ou igreja (assembléia de pessoas que se reúne em nome de Jesus), deve chamar para si o monopólio dos milagres.
Vemos com pesar que muitos utilizam os milagres de Deus como elemento de marketing, tentando passar a idéia subliminar de que os milagres do Altíssimo estão concentrados em determinado lugar.
A ressurreição do filho da viúva de Naim nos ensina que o milagre do Eterno Pai não está subordinado a locais ou assembléias, e sim à vontade Dele.
Milagres acontecem todos os dias e em qualquer lugar. Onde houver uma necessidade humana e a vontade do Criador assim o quiser, haverá um milagre!

O Salvador sabia muito bem que aquela viúva dependia de seu filho. Ao contrario do que observamos atualmente, dias em que, devido ao desemprego da população economicamente ativa, os aposentados muitas vezes sustentam filhos e netos com os seus proventos, nos dias da viúva de Naim os filhos eram a verdadeira aposentadoria de seus pais.
Não havia seguridade social nem aposentadoria privada. Aos filhos cabia cuidar de seus progenitores quando estes não tivessem mais condições de trabalhar. Agora imagine a situação daquela viúva. Não tinha esposo e seu único filho havia perecido...
A partir daquele momento, ela teria que sobreviver dependendo da ajuda, por não dizer esmola, de amigos, caso os tivesse. As Escrituras revelam que o coração do Messias, o qual sabia de tudo isso e tudo o mais, se moveu de compaixão.
Quando o Eterno Pai se compadece, o milagre acontece. Ninguém pode ter o monopólio do amor e compaixão do Senhor. Nenhum grupo pode chamar para si essa exclusividade ou preeminência. Em 
sua infinita soberania, Ele age como quer e onde quer.

O MONOPÓLIO DA FÉ     

As Escrituras revelam que sem fé é impossível agradar ao Criador e que Ele é galardoador dos que o buscam.
O próprio evangelho da graça tem na fé no Senhor Jesus o canal para nossa salvação. Quem não crer, será condenado. Sem dúvidas, a fé é um requisito fundamental para relacionar-nos com o Pai e viver as suas bênçãos e milagres. É da fé que vivemos! (Romanos 1:17).
Mas, estaria o Criador subordinado à fé humana para agir? Esta pergunta pode parecer descabida ou infantil, porém, por incrível que pareça, muitos atualmente têm respondido afirmativamente a ela. O Altíssimo só pode agir quando há fé!!!

Pessoalmente, já vi e ouvi muitos dizerem isso, principalmente aqueles que fazem parte ou simpatizam movimentos que colocam a fé humana acima da soberania divina.
Num certo fórum que participei há alguns anos na internet, me deparei com essa situação. O tema era relacionado à fé e aos milagres. Alguns dos participantes defendiam que apenas através da fé os milagres divinos poderiam ocorrer.
Para sustentar tal idéia, até mesmo "bases" bíblicas foram achadas, como as passagens de Mateus 13:58 e Marcos 6:5-6, que mostram a falta de fé e a rejeição dos habitantes de Nazaré ao Senhor, fazendo com que Ele não operasse muitos milagres ali.
Mas, e se o Messias quisesse realizar algum milagre, através de sua soberania, não poderia tê-lo feito naquelas cidades, mesmo sem contar com a fé de seus habitantes? Não! Diriam aqueles que defendem a subordinação do Criador à fé do homem.

Então, o que falar do episódio ocorrido naquele dia em Naím? O Salvador ressuscitou aquele jovem porque alguém teve fé? Quem ler de uma forma equilibrada a passagem em questão verá que a iniciativa da ação miraculosa partiu do próprio Senhor.
Ninguém se prostrou a seus pés rogando-lhe um milagre. Ninguém "determinou" ou "reivindicou" o milagre de Cristo naquela ocasião. O Mestre agiu porque quis.
A misericórdia Dele transcende o nosso entendimento e ai daquele que queira limitá-la dentro de suas teses teológicas.
O Pai Eterno não está subordinado a nossa vontade. O agir do Altíssimo não depende necessariamente de nossa fé, mas sempre gerará fé naqueles que vivem essa ação. Imaginamos como deve ter mudado a história daquela viúva e de seu filho.
Como o dia a dia daquela pequena cidade da Galiléia foi abalado por aquele milagre que nasceu no coração amoroso do Senhor Jesus. 
Que possamos continuar vivendo a fé que foi dada aos santos (Judas 3) e usar essa fé no dia a dia. Mas, ao mesmo tempo, que possamos reconhecer e celebrar a soberania do Senhor. Ele age como, quando e com quem quiser.